A História da Felicidade que Esquecemos de Ver

20/03/2026 06:00

Contada por Monique Bertoldi

Dizem que a felicidade é difícil de encontrar. Que ela se esconde, que foge, que aparece apenas para alguns poucos sortudos.

Mas eu, Monique Bertoldi, contadora de histórias, aprendi algo diferente ao longo da minha caminhada.

Aprendi que a felicidade não se esconde. Nós é que, muitas vezes, desaprendemos a enxergá-la.

E foi isso que eu descobri ao conhecer a história de Clara.

Clara era uma menina comum, com sonhos simples e um coração curioso. Desde pequena, ela ouvia os adultos dizerem:

“Quando você crescer, vai ser feliz.”
“Quando conquistar isso, vai ser feliz.”
“Quando tiver aquilo, aí sim será feliz.”

E Clara cresceu acreditando que a felicidade morava no futuro.

Passaram-se os anos. Ela estudou, trabalhou, conquistou coisas importantes. Mas, curiosamente, sempre que alcançava algo, a felicidade parecia escapar por entre os dedos.

Era como tentar segurar água com as mãos.

Um dia, cansada dessa busca sem fim, Clara decidiu parar.

Sentou-se em um banco de praça, sem pressa, sem planos, sem expectativas. Apenas sentou.

Ao seu lado, um senhor observava as folhas caindo das árvores. Depois de alguns minutos em silêncio, ele perguntou:

“Você está procurando algo?”

Clara respondeu, quase sem pensar:

“A felicidade.”

O senhor sorriu, como quem já conhecia aquela resposta.

Então, apontou ao redor e disse:

“Ela está aqui.”

Clara estranhou. Olhou em volta. Viu crianças correndo, um cachorro brincando, o vento balançando os galhos, o som distante de risadas.

Nada parecia extraordinário.

“Isso?”, ela perguntou.

O senhor assentiu.

“Você foi ensinada a procurar a felicidade em grandes acontecimentos. Mas ela mora nas pequenas presenças.”

Clara ficou em silêncio.

Naquele instante, algo dentro dela mudou. Pela primeira vez, ela não estava correndo atrás de algo. Ela estava ali.

Sentindo.

Respirando.

Vivendo.

E, de forma inesperada, a felicidade a encontrou.

Não como um espetáculo.
Mas como um sussurro.

Suave. Simples. Real.

Desde então, Clara nunca mais procurou a felicidade como antes. Ela passou a reconhecê-la.

No cheiro do café.
No abraço sincero.
No pôr do sol que ninguém fotografa.
Na paz de um momento comum.

E é por isso que hoje eu conto essa história.

Porque talvez você também esteja procurando a felicidade em lugares distantes, quando ela está aí, silenciosa, esperando apenas que você pare… e perceba.

A felicidade não é um destino.

É um estado de presença.

E talvez, neste exato momento, enquanto você escuta ou lê esta história…

Ela já esteja com você.

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