Concerto “Composições Contemporâneas” reúne músicos e obras autorais na Escola de Música Santa Cecília

11/03/2026 16:03
0Evento gratuito no Teatro Reynaldo Chaves, no Centro de Petrópolis, apresenta criações contemporâneas interpretadas por professores, alunos e convidados em recital que valoriza a produção musical autoral
 
A Escola de Música Santa Cecília promove no sábado, 21 de março, às 18h, o concerto “Composições Contemporâneas”, idealizado pelo professor Gabriel Santana, reunindo intérpretes convidados, professores e alunos em uma apresentação dedicada à música autoral e à produção contemporânea. O recital será realizado no Teatro Reynaldo Chaves, no quarto andar da instituição, localizada na Rua General Osório, 192, no Centro de Petrópolis. A entrada é gratuita e os ingressos serão distribuídos a partir de 30 minutos antes do início da apresentação, respeitando a capacidade máxima do espaço, que é de 120 pessoas.
 
A proposta do concerto é valorizar a criação musical contemporânea e oferecer ao público a oportunidade de ouvir composições próprias interpretadas por músicos que atuam tanto na formação quanto na performance musical na cidade. O programa reúne peças para piano, violão, flauta transversal e formações de câmara, apresentando diferentes linguagens e estilos dentro da música de concerto atual.
 
Entre as obras previstas estão Estudo nº 1 e Pour Gatório, para piano solo, interpretadas por Gabriel Arruda; Cristal Vals e Maestoso, para violão solo, executadas por Gabriel Alves; e Valsa do Dia Seguinte, composição de Gabriel Santana. O repertório inclui ainda Capricho de Concerto nº 1, para flauta transversal solo, interpretado por Gabriel Rosa; a suíte As 5 Danças de Kimimaru, para piano solo, apresentada pela pianista Márcia Malcher, composta pelas peças Dança do Salgueiro – Minueto, Dança das Camélias – Mazurca, Dança das Coníferas – Gavota, Dança das Clematites – Valsa e Dança da Samambaia – Polca; além de Relatos de um Passado Esquecido, obra para violino e violoncelo dividida em três movimentos — Caminho Solitário, Sol de Inverno e Ametista de Dor — interpretada por Renata Jordão e Eduardo Barelli.
 
A presidente voluntária da Escola de Música Santa Cecília, Janine Meireles, destaca a importância de iniciativas que aproximam o público da produção musical contemporânea e ampliam o acesso à cultura. “É uma alegria muito grande para a escola receber atividades gratuitas realizadas pelos nossos professores em parceria com alunos e convidados. São momentos que fortalecem a formação musical e, ao mesmo tempo, oferecem à população a oportunidade de apreciar música de qualidade de forma acessível”, afirma.
 
Idealizador do projeto, o professor Gabriel Santana ressalta o caráter coletivo da apresentação. “Este concerto nasce da vontade de reunir alunos, amigos e colegas músicos em torno da criação musical. É muito gratificante ver diferentes intérpretes dando vida a essas composições e compartilhando esse momento com o público”, declara.
 
Gabriel Santana é violonista, flautista, professor e pesquisador, licenciado e bacharel em Música, com pós-graduação em Educação de Jovens e Adultos, Educação Musical, Arranjo e Composição. Atua como professor na Escola de Música Santa Cecília e no Projeto Oficina do Ser, desenvolvendo atividades voltadas à formação musical e à criação artística.
 
O violoncelista Eduardo Barelli é engenheiro de produção formado pela Universidade Católica de Petrópolis e integra a Orquestra da UCP, atuando como performer em repertórios de música de câmara e sinfônica. O violonista Gabriel Alves é cantor e professor, recentemente aprovado no curso de Bacharelado em Violão da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde dará continuidade à sua formação acadêmica, além de atuar como professor de violão e cavaquinho na Escola de Música Santa Cecília.
 
O pianista e cantor Gabriel Arruda iniciou sua formação no Instituto dos Meninos Cantores de Petrópolis, onde integrou o grupo Canarinhos, e atualmente cursa Licenciatura em Música na Universidade Católica de Petrópolis. Ele também atua como pianista da Orquestra Imperial, cantor baixo do Coral da UCP e professor de piano na Escola de Música Santa Cecília.
 
Gabriel Rosa é flautista e professor, formado em flauta transversal pela Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí e licenciado em Música pela Universidade Católica de Petrópolis. Atua como performer em eventos de música popular e erudita e também como professor de musicalização e flauta doce no Colégio Koeler.
 
A pianista Márcia Malcher possui formação técnica em teoria musical e solfejo pela Escola de Música Santa Cecília e formação técnica em piano pelo Conservatório Brasileiro de Música. Atua como performer solista e professora de educação artística no curso de formação de professores, além de integrar o corpo docente da Escola de Música Santa Cecília como professora de piano.
 
A violinista Renata Jordão é formada em Regência Orquestral pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e aprofundou seus estudos na École Normale de Musique de Paris, além de ter realizado formação em Barcelona com o maestro Jordi Mora, em regência, e Eva Graubin, em violino. Especialista no Método Suzuki, participou de cursos e festivais em diversos países das Américas e desenvolveu projetos sociais de formação musical em diferentes regiões do Brasil. Atualmente atua como professora de violino e viola no Projeto Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí, ligado à Fundação Fiocruz, e no FESO Pro Arte da UFRJ, em Teresópolis, além de cursar Bacharelado em Viola na UFRJ.
 
O concerto “Composições Contemporâneas” integra as atividades culturais promovidas pela Escola de Música Santa Cecília e busca valorizar tanto a formação musical quanto a produção autoral de músicos ligados à instituição, fortalecendo o diálogo entre intérpretes, compositores e público.
 
Mais informações podem ser obtidas de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, na sede da Escola de Música Santa Cecília, localizada na Rua General Osório, 192, Centro de Petrópolis, pelo telefone e WhatsApp (24) 2242-2191 ou pelas redes sociais @emusicasantacecilia (Instagram) e @santaceciliapetropolis (Facebook).
 
SERVIÇO
Escola de Música Santa Cecília
Rua General Osório, 192
(25620-160) Centro, Petrópolis – RJ
Google Maps: https://goo.gl/maps/y3euNmLBzsfcwtXv8 
 
Telefone/ Whatsapp: (24) 2242-2191
Instagram: @emusicasantacecilia (https://www.instagram.com/emusicasantacecilia/)
Facebook: @santaceciliapetropolis (https://www.facebook.com/santaceciliapetropolis)
 
SOBRE A ESCOLA DE MÚSICA SANTA CECÍLIA
A Escola de Música Santa Cecília, foi fundada em 16 de fevereiro de 1893, pelo professor de música João Paulo Carneiro Pinto, pernambucano talentoso e músico conhecido por sua excelência, atestada por uma das suas premiações, a “Medalha de Ouro” do Conservatório de Música do Rio de Janeiro. O professor, trazido para Petrópolis pela Família do Barão Araujo, que venerava Petrópolis, assim como outras tantas famílias que tinham a cidade como refúgio do calor e dos problemas de saúde que enfrentavam na então capital do Brasil, Rio de Janeiro. 
 
Além disso, com a industrialização, na última década do século XIX, Petrópolis atraiu trabalhadores do exterior, como também de todo país, estabelecendo uma união estreita da cidade com os mineiros imigrantes, através do trem de ferro. A República, recém instaurada, sofria pressões políticas, e a Revolta da Armada contra o governo de Floriano Peixoto feria a paz, estando decidida a mudança da capital do Estado do Rio de Janeiro para Petrópolis. Os verões alegres da cidade, a tranquilidade, o ambiente saudável, a garantia de emprego, tornaram-se atrativos para uma nova população que pouco a pouco integrou-se aos colonos alemães.
 
Por causa de toda esta ebulição, o músico João Paulo Carneiro Pinto, abandonou a vida carioca, fixou residência em Petrópolis, onde inaugurou um ensino de música para 34 crianças bem dotadas musicalmente e, principalmente, sem recursos, na escola que leva o nome da padroeira da música, Santa Cecília. Passando de um prédio a outro de doações e subvenções do poder público e do empresariado, a Escola foi inicialmente acolhida no Hotel Bragança, que nada cobrava do maestro.
 
A escola de Paulo Carneiro tornou-se presença obrigatória em toda a vida cultural e festiva de Petrópolis, não só pelo ensino como pela orquestra, participante efetiva de todas as festividades públicas e particulares. A extraordinária e muito respeitada figura do maestro foi presença marcante na vida petropolitana. Ao falecer, a 10 de setembro de 1923, seu último pedido a amigos e devotados auxiliares: Não deixem morrer a minha Escola!
 
Na manhã de 23 de setembro de 1923 reuniram-se esses amigos com Sanctino Carneiro, filho do maestro, que abriu mão de todos os bens do pai – representados por instrumentos musicais e a própria escola – iniciando a organização da sociedade civil, hoje conhecida como a Escola de Música Santa Cecília. 
 
De prédio em prédio, a sociedade adquiriu, por fim, uma pequenina casa na rua Marechal Deodoro, número 192, esquina da Rua Marechal Deodoro com a Rua General Osorio, onde se instalou com cursos musicais, abrindo seu salão para atividades artísticas em geral, que abrigavam também um cineteatro. Graças a uma campanha sólida de arrecadação junto à população petropolitana, em 1950 o pequeno prédio foi demolido e as obras começaram. Durante o período de construção, a escola funcionou no Palácio de Cristal. Cinco anos depois, em 1955 foram inaugurados o Edifício Paulo Carneiro e o Teatro Santa Cecília, consolidando o sonho do Maestro Paulo Caneiro.
 
Dentre as centenas de alunos, professores e dirigentes, que passaram por seus bancos escolares e administrativos, destacam-se três notáveis personalidades musicais, todos petropolitanos natos, representantes de três fases da Escola: da primeira (século XIX), a pianista Magdalena Tagliaferro, aluna do maestro Paulo Carneiro; da segunda (primeira metade do século XX), o maestro, pesquisador e compositor César Guerra-Peixe; e da terceira (segunda metade do século XX), o maestro, compositor e pesquisador Ernani Aguiar.
 
COMUNICAÇÃO LIVRE
Carla Coelho

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